Laranja-da-Bahia


A laranja-da-baía é provavelmente uma mutação natural que teria ocorrido na Bahia, por volta de 1800.Acredita-se que tenha se originado da laranja-seleta.

12 de junho de 2018 14:54Comentários desativados em Laranja-da-Bahia

Existem registros de que, no Brasil, os colonizadores portugueses iniciaram a plantação de laranjas doces nesse mesmo período, provavelmente na Bahia. Aqui, a laranja adaptou-se tão bem ao clima e ao solo que, espalhando-se território adentro, tornou-se espécie selvagem. Alguns viajantes, inclusive, acreditavam que a laranja era fruta nativa.

Originária da Bahia, esta variedade não possui sementes e sua casca é grossa, de um laranja forte é fácil de retirar. Sua polpa é consistente, granulada e de um alaranjado vivo.

A laranja-da-baía é provavelmente uma mutação natural que teria ocorrido na Bahia, por volta de 1800.Acredita-se que tenha se originado da laranja seleta.

É uma laranja grande, com uma protuberância ou cavidade carnuda no lado oposto à hate, a que deve seu apelido de laranja-de-umbigo. Este “umbigo” é na verdade uma segunda laranja que nasce nesta extremidade, mas não se desenvolve completamente.

Os pés de laranja-da-baía têm grande porte. Suas copas de folhas verde escuras e grandes, são arredondadas e com muita folhagem. Podem produzir de 150 a 250 kg de laranjas por árvore. Seus frutos maturam geralmente entre abril e junho, com pico em maio

Suas mudas passaram a ser disputadas. Mudas foram enviadas pelos serviços diplomáticos dos Estados Unidos pra Reverside, na  Califórnia. Daí saíram as mudas que se espalharam não só pelos EUA, mas pelo mundo, agora chamadas de Washington Navel.

 São cerca de 2 mil diferentes variedades, das quais menos de 100 são cultivadas em grande escala – originaram-se a partir de dez espécies selvagens cruzadas entre si, transformadas, selecionadas, cruzadas novamente e melhoradas no decorrer de séculos de experimentação. Em consequência de sua remota cultura, as formas das laranjas nunca foram encontradas ou se perderam no tempo.

Variedades comerciais de laranja

Baía, Pêra, Natal, Valência, Hamlin, Rubi, Seleta e Lima: são essas as principais variedades de laranjas produzidas hoje no Brasil. Muitas vezes, uma mesma variedade pode apresentar grandes diferenças de coloração e sabor, em virtude das condições do clima e do solo da região em que foi cultivada. De maneira geral, as laranjas podem ser separadas em basicamente três grupos: as laranjas-de-umbigo, como a Baía, Baianinha, a Monte Parnaso e as Navelinas em geral; as laranjas comuns, sem umbigo e de suco mais ácido, como a Pêra e a Seleta, entre outras; e as laranjas de baixa acidez, que têm uma relação entre açúcares e ácidos mais elevada, como a Lima, também conhecida como Laranja do Céu, Serra D’água ou Mimo.

Na América e no Brasil, os indígenas só vieram a conhecer os deliciosos e vitaminados frutos cítricos após a chegada dos europeus. Acredita-se que as primeiras laranjas tenham cruzado o oceano Atlântico já em 1493, na esquadra de Cristóvão Colombo. Em 1561, os espanhóis teriam desembarcado as primeiras sementes, no Panamá e, logo depois, no México.

O Brasil é o principal produtor mundial de laranja, sendo também a fruta mais produzida no país. De acordo com dados do IBGE para o ano de 2002, foram cerca de 831 mil ha de terras, alcançando uma produção média de 18,5 milhões de toneladas ao ano. Desse total, a maior parte, destina-se à produção de sucos concentrados para exportação: mais de 80% dos pomares comerciais de laranjas no Brasil produzem frutas para processamento caseiro e comercial de sucos.

A produção brasileira de laranja desenvolveu-se muito a partir da década de 1960, quando uma geada sem precedentes destruiu grande parte das laranjeiras da Flórida, EUA. Maior consumidor mundial de sucos cítricos, os Estados Unidos passaram a demandar importações, o que impulsionou países como o Brasil a investir nessa cultura. E deu certo!

Fonte Livro Frutas Brasil

 

 

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