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Um grave acidente deixa uma vitima fatal e 7 feridos na BA 290 em Canxaga de Alcobaça

9 de Janeiro de 2018 19:56Comentários desativados em Um grave acidente deixa uma vitima fatal e 7 feridos na BA 290 em Canxaga de Alcobaça
Um grave acidente deixa uma vitima fatal e 7 feridos na BA 290 em Canxaga de Alcobaça

Um grave acidente na tarde desta terça-feira 09 de janeiro, na BA 290, em Canxaga, próximo zona rural de Alcobaça, vitimou fatalmente Carlos Eduardo Silva, morador de São José de Alcobaça, e deixou outras 7 vitimas feridos.De acordo o perito criminal Danilo Bastos, que esteve no local o acidente ocorreu entre um Fiat/Stilo, e era conduzido pela vitima fatal, que fazia lotação, e uma caminhonete. Ainda segundo o perito os veículos se colidiram frontalmente, logo após uma curva da BA.As vitimas feridas foram socorridos ate ao hospital de Teixeira de Freitas, 02 estão em estado grave, ente as vitimas estava 3 crianças segundo a Policiai Rodoviária Estaduais.

O corpo foi removido ao IML de Teixeira de Freitas.

88ª CIPM prende dupla acusada de vários roubos em Alcobaça e Prado

8 de Janeiro de 2018 11:20Comentários desativados em 88ª CIPM prende dupla acusada de vários roubos em Alcobaça e Prado
88ª CIPM prende dupla acusada de vários roubos em Alcobaça e Prado

Polícias militares da 88ª CIPM de Alcobaça prenderam na noite deste domingo 07 de janeiro, por volta das 18hs00, na cidade do Prado, Issak de Azevedo Oliveira de, 19 anos e João Paulo Alves dos Santos de 26 anos acusado de vários assaltos em Alcobaça e a cidade do Prado.

Segundo á polícia militar que após averiguar uma denúncia anônima, dando conta da localização de uma dupla acusada de promover vários roubos a transeunte nas Cidades de Alcobaça e Prado, acabou localizando e abordando a dupla que estava bordo de uma motocicleta Yamaha Fazer 250, cor preta, placa NTM 1184, licenciada em Ibirapuã. De acordo os policiais a dupla chegou a se invadir pelo parque de exposições na zona rural de Prado para tentar fugir da guarnição, mas foram alcançados e prontamente detidos.

Testemunhas cotaram a polícia que a dupla chegava com violência conta as vitimas utilizando uma réplica de uma pistola calibre 9 mm, muito semelhante a uma arma de fogo de verdade. Foram recuperados pela policia militar 09 aparelhos celulares, e foi aprendido 01 simulacro de pistola Taurus, modelo 24/7, calibre 9 mm; 05 “buchas” de maconha; 100 gramas da mesma droga, R$ 25,00 (vinte e cinco reais) em espécie e a motocicleta utilizada nos assaltos.

A dupla com todos os materiais aprendido foram apresentado na sede da polícia civil de Teixeira de Freitas, e apresentado ao delegado de Plantão que tome as devidas providências.

Corpos de Dois jovens são encontrados em eucalipto de Aparaju zona rural de Alcobaça

7 de outubro de 2017 20:03Comentários desativados em Corpos de Dois jovens são encontrados em eucalipto de Aparaju zona rural de Alcobaça
Corpos de Dois jovens são encontrados em eucalipto de Aparaju zona rural de Alcobaça

Dois corpos do sexo masculino foram encontrados, na tarde desta sexta 06 de outubro, por volta das 17hs00, em Aparaju zona rural de Alcobaça.

As duas vítimas sem identificação, e dois jovens aparentando ter entre 15 a 17 anos, um moreno trajando bermuda bege e azul, sem camisa, o outro corpo estava de bermuda estampa, preto vermelho e branco, e de camisa azul.

O corpo foi removido ao IML de Itamaraju, mais será removido ao IML de Teixeira de Freitas para exame de papilosco.

A Polícia Civil de Alcobaça vai investigar o caso.

Por: Alexandro Sousa/ fiscalizarextremosul

INTERSECÇÃO – CHAPÉU

23 de Maio de 2017 09:36Comentários desativados em INTERSECÇÃO – CHAPÉU
INTERSECÇÃO – CHAPÉU

Por Roberio Sulz*
Cumprindo suas funções de pesquisador, com larga experiência na assistência rural, Loreto foi enviado a Traipu, localidade alagoana às margens do Rio São Francisco. Sua missão era diagnosticar a causa para arrasadora doença nas lavouras do produtor Genecy Moraes. Dezenas de hectares de fumo (tabaco), feijão de corda, mandioca e citros (laranja e limão) com suas folhas murchas. Tudo irremediavelmente perdido, até os canteiros de hortaliças nos arredores da casa.
O mais intrigante era que as lavouras lindeiras às de Genecy gozavam de pleno viço, sem o menor sinal de doenças. Passou dois dias investigando. Explorou todas as possíveis causas: pragas, uso inadequado de agrotóxicos, água de irrigação salinizada ou contaminada etc.
Sem respostas, desolado, Loreto resolveu relaxar na venda de seu Gotardo, misto de boteco e armazém de secos e molhados, na Rua do Sol (ladeira para o rio). Lá, se ajuntavam os mais vividos para o papo de fim de tarde, sob a espuma da cerveja, dos traçados e salgadinhos. Na prosa com uns e outros terminou extravasando sua inquietude mental: a inexplicável situação das lavouras de Genecy.
Passos lentos, copo na mão magra e por vezes trêmula, seu Malaquias aproximou-se, pediu licença e acomodou-se ao lado de Loreto. Chegou falando com absoluta segurança, valendo-se de suas mais de sete décadas neste mundo:
– Meu caro agrônomo, não é a ciência, nem sua experiência profissional que explicarão essa situação. Aquilo é maldição e castigo. Escute o que lhe vou contar.
“Genecy sempre foi um cidadão mal encarado, de poucos amigos. Sua família, por muito tempo, era só ele e a mulher, desiludida de engravidar-se após tratamentos e simpatias. Talvez tenha sido por essa razão que pegou o filho de uma prostituta abandonado ao nascer nas margens da Lagoa do Padre. Para as línguas ferinas, o menino seria seu filho bastardo. Batizou-o com o nome de Cosme. Já crescido, ajudava nos serviços da casa, varrendo o terreiro, dando milho às galinhas, banhando cavalos, pegando lenha no mato etc.
Cosme garrou mania de nunca tirar o chapéu de sua cabeça. De aba larga, trazia-o preso ao queixo por uma surrada e encardida cordinha de sisal. Pretendia, assim, disfarçar o tamanho da cabeça, um pouco maior que o normal. Ganhou – é claro – o apelido de Chapéu.
Crescia, mas, continuava abobalhado como criancinha, para desgosto de Genecy que chegou a se arrepender daquela criatura. Porém, toda a comunidade tinha-lhe especial querência por seu jeito prestativo, respeitoso e inocente de conversar. Gostava de vir aqui no Gotardo para ouvir e aplaudir histórias fantásticas de Lampião e seu bando”.
Seu Malaquias, entre um gole e outro, continuou:
“Quando Chapéu completou dez anos, Genecy soltou fogos, bebeu traçado de fernet, sob rara euforia. Chapéu pulava e gritava na rua, achando-se homenageado. Nada disso! O fazendeiro, na verdade, festejava a notícia de gravidez de sua mulher.
Nasceu Joélia. Cresceu em alegre e feliz convivência com o irmão Chapéu. Brincavam inocentemente de roda, adivinhação, amarelinha etc. Estudou no Colégio Imaculada Conceição, de Penedo. Ficou moça de bons modos e fina educação. Além de linda a provocar suspiros.
Em sua festa de debutante, aos quinze anos, não faltaram mimos, nem ostentação. O evento foi realizado na própria residência.

Improvisou-se um salão de festas, sob lona alugada de circo para servir de cobertura e colocada como continuidade à varanda da frente. A pouca disponibilidade de hotéis em Traipu terminou sendo contornada com acolhimento de hóspedes nas residências. A casa de Genecy acolheu cinco adolescentes, quatro filhos de endinheirados fazendeiros da região, mais um filho do delegado de Arapiraca. Formavam uma turminha acostumada ao uso de drogas, escorada na impunidade e useira na provocação de arruaças onde apareciam.
Pela madrugada, ainda noite escura, Chapéu acordou com gritos abafados e vindos do quarto de Joélia, vizinho ao seu. Viu de lá saírem a passar pelo corredor às carreiras, os cinco meliantes lá hospedados, nus, com roupas amassadas nas mãos. No quarto, viu sua irmã com suas vestes rasgadas, seminua e ensanguentada. Achou que estava morta e disparou a chorar abraçado a ela. Nisso, Genecy, também despertado pelo bater de portas, adentra o quarto e vê Chapéu abraçado a Joélia. Nem indagou, passou a espancar incessantemente o enteado com bofetões e chutes. Chapéu limitava-se a gritar: ‘foram, eles; foram eles!’
Ferido e sangrando, fugiu, sem chance de pegar seu chapéu. Escondeu-se aqui na varanda do Gotardo.
O dia clareava. Chapéu viu Genecy apontar no alto da rua com quatro jagunços mais os cinco jovens arruaceiros, todos armados de pau. Correu ladeira abaixo no rumo do rio gritando: ‘salvem-me companheiros de Lampião!’ Mancando – por conta de uma perna quebrada com os chutes – foi facilmente alcançado, morto a pontapés e pauladas. Amarrado a pedras e sacos de areia para nunca flutuar e atirado no fundão da calha do rio.
Naquelas águas do meio formou-se um eterno redemoinho. Vira e mexe, ali aparece um chapéu a flutuar em círculos. Nunca mais Genecy teve paz. Joélia ainda se recupera num hospital de Penedo, assistida pela mãe. Ambas dizem jamais voltar a Traipu e a Genecy.
Sua lavoura fracassou. É castigo e maldição!”.
*Roberio Sulz é biólogo e biomédico pela UnB; M.Sc. pela Universidade de Wisconsin, EEUU. Pensador por opção. roberiosulz@uol.com.br

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